Programa de vocações regionais sustentáveis reúne mais de 50 produtores rurais do Litoral
12/27/2021 - 14:00

Em seis salas de oficinas, no município de Morretes, o projeto piloto VRS Mata Atlântica reuniu, nesta quinta e sexta-feira (25 e 26), mais de 50 produtores rurais e representantes de pupunha, banana, mandioca, juçara, frutos sazonais do Litoral, e operadores e prestadores de serviços do turismo. Eles são representantes dos municípios de Guaraqueçaba, Morretes e Antonina. - Antonina, 26/11/2021 - Foto: Invest Paraná
Em seis salas de oficinas, no município de Morretes, o projeto piloto VRS Mata Atlântica reuniu, nesta quinta e sexta-feira (25 e 26), mais de 50 produtores rurais e representantes de pupunha, banana, mandioca, juçara, frutos sazonais do Litoral, e operadores e prestadores de serviços do turismo. Eles são representantes dos municípios de Guaraqueçaba, Morretes e Antonina. - Antonina, 26/11/2021 - Foto: Invest Paraná

Mais de 50 produtores de pupunha, banana, mandioca, palmito juçara e frutos sazonais do Litoral do Paraná, além de operadores e prestadores de serviços do turismo, participaram nesta quinta e sexta-feira (25 e 26), em Morretes, das oficinas Vocações Regionais Sustentáveis (VRS) Mata Atlântica. Eles são representantes dos municípios de Guaraqueçaba, Morretes e Antonina.

O programa Vocações Regionais Sustentáveis é desenvolvido pela Invest Paraná, agência vinculada à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, para apoiar a produção em grande escala e a exportação do que é desenvolvido pela agricultura familiar.

As dinâmicas de grupo da 1ª Oficina de Integração do VRS Mata Atlântica foram conduzidas por 11 professores da FAU (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

“Os próprios produtores identificaram um potencial que nem imaginavam. Dentro da Invest Paraná, vamos agora elaborar o Plano de Ação VRS Mata Atlântica, ou seja, verificar o que fazer, onde focar e o que mudar para aproveitar esta oportunidade e potencializar a força dos produtos locais diante de novos mercados”, destacou o gerente de Desenvolvimento Econômico da agência, Bruno Banzato.

No início do próximo ano, o Plano de Ação deve ser apresentado e validado junto à comunidade que participou da oficina. As atividades foram dinâmicas, com painéis, colagem de papel nas paredes, discussões e trocas de experiências, dentro da metodologia Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças (Fofa), desenvolvida pela FAU.

PRODUTOS – Seis produtos e segmentos foram definidos a partir de uma metodologia da Invest Paraná, baseada em experiências internacionais, com pesquisas e entrevistas com a comunidade local e suas lideranças. Outros produtos locais, como cachaça e artesanato, são trabalhados dentro das operações de turismo.

O protagonismo é da comunidade, dos produtores e operadores de turismo. Os professores e consultores atuaram na mediação e consulta, elucidando dúvidas sobre questões como regularizações, acesso a recursos, financiamentos, seguros, planos diretores, entre outros.

Proprietária da chácara Raízes do Ser, em Morretes, Adriana Sezoski, afirma que o turismo rural do Litoral precisava desse olhar do Governo do Estado. “Já era uma discussão da comunidade e essa ação do Estado veio a calhar com nossos desejos. Descobrimos a importância de nos unir com os outros municípios para conseguir uma maior visibilidade”, disse.

Produtora de chips de mandioca e banana em Morretes, Viven Serrano enfatizou a oportunidade de crescimento. “Trabalhamos desde o plantio até a venda, com muito carinho e respeito. Nossas expectativas com essas oficinas são de prosperidade, conhecimento, fortalecimento e sucessão para que nossos filhos tenham o mesmo apreço e amor pelo nosso trabalho”, disse.

PROPOSTAS – Entre as propostas do programa VRS, está a construção de espaços nas 15 Regiões Turísticas do Paraná em estações chamadas Michi-no-Eiki. A idealização conta com apoio com a Província de Hyogo, no Japão. Serão locais paradas para visitantes, com a divulgação de atrativos turísticos da região e produtos típicos locais.

“O evento serviu para abrirmos cenários de novos comércios, imaginar produtos nas estradas e em outros municípios. Foi uma aprendizagem para saber como podemos comercializar mais, até mesmo fora do Brasil”, disse a produtora de pupunha de Antonina Sidnéia Ribeiro Nunes.

Cervejas artesanais com água e frutas da floresta da Mata Atlântica é a especialidade de Mirian Lovera Silva, proprietária da Cervejaria Porto de Cima, em Morretes. “Tivemos a oportunidade de conhecer outros produtores, entender de outras frutas, então pra nós foi muito relevante e nos alegra saber que o Estado está tendo essa preocupação com a produção sustentável”, conta.

PARCERIAS – O VRS conta com apoio e parceria de diversas instituições nacionais, internacionais e órgãos do Estado. A oficina teve patrocínio do Fonplata, banco multilateral de desenvolvimento dos países da Bacia do Prata, formado pela Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Entre os parceiros estão a Agência de Desenvolvimento Cultural e do Turismo Sustentável do Litoral do Paraná (Adetur), Instituto de Desenvolvimento Rural-Iapar-Emater (IDR-Paraná), Paraná Turismo, secretarias estaduais do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas e da Justiça, Família e Trabalho, Sebrae-PR, Unicentro e prefeituras dos três municípios participantes, entre outras entidades.

FEIRA – A oficina foi seguida de uma feira com a exposição dos produtos locais, na Praça Rocha Pombo, em frente ao pátio da prefeitura e à estação ferroviária de Morretes. A programação incluiu apresentações de Fandango, dança típica da cultura caiçara na praça (nesta sexta) e na linha do trem às 11 horas de sábado.